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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Histórias estranhas (que acontecem, eu juro!)

A DA BOLACHA

Desta vez vou contar a história do ponto de vista de um amigo para que este blog fique um pouco mais democrático:

Era uma vez um menino que estava ficando com uma menina já havia algum tempo... Um menino pseudotranquilo que estava gostando da menina pseudoagitada.

Por imposição (certa ela) dela, até então, não haviam ultrapassado a linha tênue das intimidades profundas - mas as menos profundas já. Procurando o "algo a mais", o menino pseudotranquilo convidou-a para o cinema, mas a menina pseudoagitada preferiu a balada.
Ela já sabia das intenções do menino (porque sempre sabemos) que, no fundo, não eram muito diferentes das intenções dela (porque quase nunca são, com ressalvas). No entanto, a menina pseudoagitada estava precisando de agito.
E lá foi ele meio sem vontade, sem nenhuma vontade: o menino pseudotranquilo acompanhar a menina pseudoagitada na balada.

Balada pesada. Mesmo ele, pseudotranquilo, se rendeu aos encantos alucinógenos da menina e da balada.
Pensamentos por hora (dele):

Meia-noite - "ela está linda"
Uma hora da manhã - "ela conhece todo mundo nesse lugar"
Duas horas da manhã - "ela dança frenéticamente"
Três horas da manhã - "quantas luzes, estou ficando tonto"
Quatro horas da manhã - "ela está irreconhecível, vamos embora"

Saíram de lá, ele com alívio e ela com pesar. Pronto! E agora?! O menino pseudotranquilo sugeriu "ir para algum lugar". A menina pseudoagitada que beijava ele com a mesma agitação das tantas luzes e da dança frenética da balada, fez um sinal positivo com a cabeça para não precisar dizer "sim".

Estavam juntos havia algum tempo... qual o problema?!

Problema nenhum. A menina queria um hotel porque não se rebaixa ao "M" (certa ela). O menino, pseudotranquilamente, conseguiu convencê-la com pouco esforço que a casa dele seria a melhor opção.

Já no quarto, o vinho tinto quase vazio enfeitava a cabeceira da cama e a menina pseudoagitada, por força das circunstâncias (ou substâncias), não deu o tempo que o menino precisava para ligar o som e colocar uma música pseudotranquila.

No mesmo ritmo frenético da balada, o menino pseudotranquilo ficou pseudoagitado e mais pseudoagitado e mais pseudoagitado e agitadooo...

ENQUANTO ISSO... A menina pseudoagitada observava atentamente a cabeceira da cama. No momento, algo ali interessava mais do que o menino já pseudoagitando.

Era um pacote de bolachas cream cracker. Sim! Cream cracker!Com a maior pseudotranquilidade a menina se espichou, esticou o braço, abriu o pacote de bolachas e, por causa das circunstâncias (ou substâncias), faminta, começou a comer. O menino pseudotranquilo, agora pseudoagitado, com cara de espanto parou o movimento frenético. A menina pseudoagitada, agora pseudotranquila, com a boca cheia disse:

"Não pára não que tá gostoso, eu só estou com fome!"


IMORAL DA HISTÓRIA:
A fome é o melhor tempero da comida!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Histórias estranhas (que acontecem, eu juro!)

A DO CARACOL

Sabe aquela Lei de Murphy que diz assim "Se alguma coisa pode dar errado, ela certamente dará errado"?!- Então... foi assim que uma amiga começou a me contar a seguinte história:

Horário de almoço
(hora de almoçar a amante)

O casal estaciona o carro em uma suíte de luxo de um Motel em São Paulo. Ela, 23 anos, solteira. Ele, 33, casado - começou mal. Ela estava decidida que aquele seria o último encontro, cansada de se prestar ao papel de amante mantido durante os quatro meses anteriores, tomou a decisão uma noite antes. Ele não sabia de nada até então.

Ela apaixonada, ele enrolado (apaixonado?).

Uma suíte romântica, linda, tons pastéis nas roupas de cama e banho. Luzes amarelas davam o tom de velas. A escada em caracol, repito: A ESCADA EM CARACOL, de madeira com detalhes dourados, dava acesso ao piso superior (sauna, piscina, banheira, etc...)

Enfim, o período seria muito bem aproveitado (seria e foi, segundo ela).

Quase no fim do "horário de almoço", uma pausa para relaxar na banheira de espuma. Ela nua (ele também) já imersa na água, começa a revelar sua decisão drástica.

Ele: "Nunca mais???" - com os olhos arregalados.
Ela: "Nunca." - com tranquilidade.
Silêncio.
Ela: "Você viu o isqueiro por aí?"
Ele: "Ficou lá embaixo, vou pegar."

Ela nua. Ele (também) começou a descer A ESCADA EM CARACOL com o cigarro na boca...

Plunf! Plaf! Ploft! Ploft! Ploft! Cabrum!
Silêncio.

Ela: "Rafael?"
Ela: "Rafael?" - denovo.
Ela: "Rafael, você está bem?!"
Ela: (pensamento) "Puta que pariu, matei o velho!" - saindo da banheira.
Chegou à beira da escada, esticou o pescoço, conseguiu ver parcialmente alguma coisa. Iniciou a descida nua e molhada. Ao fim do terceiro ou quarto degrau, pôde ouvir os gemidos (ai, ui, hum) e o corpo lânguido, desajeitado, pelado, branco e com o cigarro na boca, caído no pé da escada.

Não contendo o riso, ela sentou-se naquele mesmo degrau onde tinha parado.

Ela: "Eu não acredito que você caiu!"
Ele: "Ai... ui... eu não caí, eu rolei a escada!"
Ela: "Rárárárárárárárárá"
Ela: "Rolou a escada!!! Rá rá rá rá!" - levantou-se e continuou descendo.
Passada a crise de riso, ela verifica o estrago.

Ela: "O que aconteceu?"
Ele: "Escorreguei, não consegui segurar, bati a cabeça."
Ela: "Você quer que eu chame um médico? Quer que eu peça um gelo?"
Ele: "Não! Ai...não!" - com os olhos arregalados para o espelho.

 Resultado:
Ele tinha hematomas por todo o corpo, na região da costela um roxo enorme, nas costas um arranhão que chegou a tirar sangue, no braço outro roxo e na testa um galo (eu disse galo, não galho - piadinha besta).

Ela: "Posso te fazer uma pergunta?"
Ele: "Fala..."
Ela: "Como você vai explicar isso para sua mulher?" - cruel



IMORAL DA HISTÓRIA
O que começa errado vai acabar errado.


O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
TRAIR FAZ MAL À SAÚDE FÍSICA E MENTAL, ALÉM DE CAUSAR PROBLEMAS, DESAGREGA A FAMILÍA E A SOCIEDADE.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A da "Presença de Anita"


Anita é a faxineira (uma senhora) que trabalha para o namorado de uma amiga minha. Fernando tem mais de 30 anos, mora sozinho, é jornalista e tem horários muito alternativos. Marisa (minha amiga) tem 22 anos, é publicitária e desde que começou a namorar mora mais com Fernando do que em sua própria casa.

Fernando, compreensivo que é, certa vez deu de presente à Marisa um vibrador (se você achou estranho leia o post anterior!Humpf!). Por motivos de segurança, ele guardavam este vibrador numa caixa, junto com outros objetos, na casa de Fernando.

Anita limpa a casa de Fernando a cada 15 dias. Naquela quarta-feira Anita chegou cedo e Fernando saiu atrasado. Ao chegar na garagem ele sentiu falta do celular e voltou para pegá-lo. Demora no elevador... cinco passos até a porta.

Ao abrir a porta, Fernando se depara com Anita em pé, parada, como braço direito meio erguido... segurando nada mais nada menos que o VIBRADOR!!! Sim. Mas pobre Anita. (já explico o motivo)

Fernando achou a cena hilária: Imagine chegar na sua casa e encontrar uma senhora de 50 e tantos anos, baixinha, gordinha, vestida com um moleton sujo de tinta e portando nas mãos um vibrador?! Qual seria a sua reação?

Fernando: Anita, você sabe para quê serve isso?
Anita: É pá acendê fugão?! (sotaque)
Fernando: Não Anita... (segurando o riso) Você nunca viu isso?
Anita: Vi não sinhô.

Pobre Anita, ela ainda não sabia o que era um vibrador... Fernando resolveu explicar à ela e atrasar de vez o trabalho. Puxou uma cadeira e sentou.

Fernando: Anita, você sabe que eu namoro?
Anita: (sinal de afirmativo com a cabeça)
Fernando: Então Anita, isso na verdade é um vibrador.
Anita: Mas... ocê usa em ocê??? (olhos arregalados)
Fernando: Não anita!!! (rindo) Uso na minha namorada para que ela tenha sempre mais prazer.
Anita: Ahhhhhhh. (balançando a cabeça esclarecidamente)
Fernando: E eu se fosse você não seguraria isso assim... (virando as costas e pegando o celular)

Anita fez uma cara interrogativa de nojo e deixou o objeto fálico em cima do balcão. Já de saída, Fernando se despediu de Anita, abriu a porta e chamou o elevador. Antes que ele fosse embora, Anita precipitou-se:

Anita: E como é? Liga na força?
Fernando: Não, pilha!!! (fechou a porta foi trabalhar)

É claro que a minha amiga nunca mais usou esse brinquedo. Vieram outros depois, mais bem guardados. Moral: Antes tarde do que nunca!


Prometo que vou mudar de assunto no próximo post!!! Chega de vibradores!!!